Segunda geração: como transformar o negócio sem perder a essência

Como uma nova geração pode preservar a essência de uma empresa familiar e, ao mesmo tempo, transformar o negócio para construir o próximo ciclo.

Quando uma nova geração entra em uma empresa familiar, ela não começa do zero. Existe uma história anterior, uma cultura construída ao longo de anos, relações com clientes, maneiras de trabalhar, conhecimentos acumulados e decisões que ajudaram aquele negócio a chegar até ali. Tudo isso forma uma base importante, mas não oferece respostas prontas para os desafios que virão depois.

Ao mesmo tempo, o mercado continua mudando. Novas tecnologias surgem, o comportamento dos consumidores se transforma, os canais de relacionamento evoluem e aquilo que funcionou durante muitos anos pode precisar ser revisto.

É justamente nesse encontro entre continuidade e transformação que quero concentrar nosso próximo encontro.

No dia 28 de setembro, às 15h, vou receber Gustavo Tasca Benvenho, diretor de Marketing e representante da segunda geração do Grupo Midiograf, para um podcast ao vivo, com transmissão pelo canal da Apetit no YouTube.

Vamos conversar sobre o papel de quem recebe uma empresa com história e, ao mesmo tempo, precisa encontrar sua própria maneira de contribuir para o próximo ciclo.

A segunda geração recebe uma base, não um manual

Tenho pensado bastante sobre essa frase ao revisitar minha própria experiência com a sucessão.

Entrar em uma empresa familiar significa conhecer aquilo que já foi construído, entender por que determinadas escolhas foram feitas e reconhecer os valores que continuam importantes. Mas também significa aprender a interpretar um contexto que já não é o mesmo vivido pela geração anterior.

Talvez um dos maiores desafios esteja justamente aí. Como respeitar a história sem ficar preso a ela? Como propor mudanças sem transformar inovação em ruptura pela ruptura? E como construir legitimidade para fazer diferente quando necessário?

Na minha experiência, continuidade e transformação nunca foram movimentos opostos. Muitas vezes, é justamente a capacidade de evoluir que permite preservar aquilo que realmente importa.

Essa é uma das conversas que quero colocar à mesa com Gustavo.

Quando a nova geração começa a construir sua contribuição

Gustavo Tasca Benvenho é formado em International Business e atua como diretor de Marketing do Grupo Midiograf. Como representante da segunda geração, sua trajetória dentro do negócio passou pela construção de iniciativas ligadas a marketing, inovação, prospecção e experiência do cliente.

Entre os projetos desenvolvidos ao longo desse caminho estão a criação do M.Experience e a estruturação do setor de prospecção do grupo. Sua atuação também envolve temas como jornada do consumidor, experiência e sucesso do cliente, marketing e transformação da indústria gráfica.

Mais do que apresentar uma trajetória profissional, essa experiência abre uma questão especialmente interessante para empresas familiares: como uma nova geração encontra espaço para construir algo próprio dentro de uma organização que já possui identidade, história e relações consolidadas?

Porque suceder não deveria significar simplesmente assumir aquilo que já existe. Em algum momento, a nova geração também precisa começar a responder pelas escolhas que fará a partir dali.

Inovar sem perder aquilo que continua fazendo sentido

Existe uma pressão frequente para associar inovação à criação de algo completamente novo. Mas, dentro de uma empresa com história, inovar também exige discernimento. Nem tudo precisa mudar porque surgiu uma nova geração. Da mesma maneira, nem tudo deve permanecer apenas porque sempre funcionou daquela forma.

Antes de qualquer transformação, existe um exercício de leitura. O que ainda faz sentido? O que os clientes passaram a esperar? Onde existem oportunidades que antes não existiam? Quais mudanças de comportamento precisam ser compreendidas? E como tecnologia, marketing e experiência podem ajudar a empresa a responder a esse novo cenário?

Quando essas perguntas entram em uma empresa familiar, a inovação deixa de ser apenas uma discussão sobre ferramentas e passa também pela relação entre gerações.

E o cliente no meio dessa transformação?

Essa é outra dimensão que quero aprofundar nessa conversa. Uma empresa pode mudar seus processos, incorporar novas tecnologias e criar novas ofertas, mas a transformação precisa continuar fazendo sentido para quem está do outro lado.

É aí que marketing e experiência do cliente ganham uma importância especial. Conhecer melhor a jornada, compreender novas expectativas e criar formas mais consistentes de relacionamento podem ajudar uma empresa tradicional a evoluir sem perder a confiança construída ao longo de anos.

Para uma segunda geração, talvez exista ainda um desafio adicional: compreender que aquilo que a primeira geração construiu junto aos clientes também faz parte do patrimônio invisível do negócio.

Sucessão também é o que acontece depois da sucessão

Falamos muito sobre o momento anterior à mudança de comando: preparação, transferência de conhecimento, formação do sucessor, governança e abertura de espaço. Mas existe uma etapa posterior que merece a mesma atenção.

O que acontece quando a nova geração efetivamente começa a decidir?

Como ela conquista legitimidade? Como apresentar novas ideias? Como lida com a comparação inevitável com quem veio antes? Em que momento precisa preservar e em que momento precisa transformar?

E, principalmente, como construir uma contribuição própria sem desconsiderar tudo aquilo que tornou possível chegar até aqui? Não acredito que existam receitas prontas para responder a essas perguntas. Cada empresa familiar tem sua história, seu contexto, suas relações e seus desafios. Mas acredito muito no valor de colocar experiências reais em diálogo.

Duas experiências de segunda geração em uma mesma conversa

No dia 28 de setembro, às 15h, Gustavo e eu vamos compartilhar parte das experiências que construímos dentro de empresas familiares e conversar sobre aquilo que ainda estamos aprendendo.

Será um podcast ao vivo, transmitido pelo canal da Apetit Serviços de Alimentação no YouTube.

Vamos falar sobre segunda geração, sucessão, inovação, marketing, experiência do cliente e transformação dos negócios.

Mais do que buscar respostas definitivas, quero abrir uma conversa sobre uma pergunta que acompanha muitas empresas que desejam atravessar gerações: como transformar o negócio sem perder aquilo que faz parte da sua essência?

Segunda geração: como transformar o negócio sem perder a essência

28 de setembro | 15h Podcast ao vivo, transmissão no canal da Apetit no YouTube

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